Para este trabalho ele se utiliza dos ensinamentos dos mestres da humanidade, particularmente dos deixados por Krishna, Buda, Cristo, Paulo e o Espírito da Verdade. Apesar de utilizar estes ensinamentos, a visão do EEU sobre estes ensinamentos muitas vezes não coincide com aquilo que pregam as doutrinas religiosas criadas a partir destes mesmos ensinamentos: hinduísmo, budismo, cristianismo e espiritismo. Isso acontece porque o EEU utiliza na interpretação destes ensinamentos uma visão espiritualista e universalista.
A visão espiritualista que o EEU dá aos ensinamentos dos mestres fundamenta-se no seguinte aspecto: a visão dos espíritos sobre a realidade. Partindo da premissa já ensinada diversas vezes de que a verdadeira pátria do ser espiritual é o mundo espiritual, o EEU ao reler os ensinamentos dos mestres premia esta interpretação da realidade ao invés de se prender a visão humana das coisas, que é curta e ignorante (no sentido de ignorar a realidade do Universo). Sendo assim, ao aplicar esta visão aos ensinamentos, o EEU premia a existência eterna do ser e suas motivações de vida ao invés de premiar a motivações dos seres humanizados.
Já a visão universalista da interpretação que o EEU faz dos ensinamentos dos mestres tem como objetivo primordial o fim das individualidades. Sendo universalizar-se tornar-se um com o Todo, como pode alguém que é um independente universalizar-se?
Portanto, usando esta duas premissas para ler os ensinamentos deixados pelos mestres o EEU cria, então, um caminho para o trabalho da reforma do interior do ser humanizado para que este possa aproximar-se de Deus.

